Bélgica engata fase mata-mata e desafia a Espanha nas quartas da Copa 2026

Bélgica engata fase mata-mata e desafia a Espanha nas quartas da Copa 2026

Após uma fase de grupos abaixo do esperado, a Bélgica encontrou seu ritmo na Copa do Mundo de 2026 e chegou às quartas de final como uma das seleções em melhor momento no torneio. Os Diabos Vermelhos vencem com autoridade e enfrentam a Espanha, atual campeã europeia, em um confronto que promete ser o duelo mais exigente de sua campanha até aqui.

A virada começou de forma dramática nas oitavas de avós, no duelo contra o Senegal. A Bélgica acordou quando o marcador já apontava 2 a 0 para os africanos, e precisou de mais de 80 minutos para iniciar a reação - dois gols nos minutos finais forçaram a prorrogação, onde os belgas venceram por 3 a 2 em uma partida de rara tensão. Para quem acompanha o futebol desta Copa de perto, vale também leia sobre os jogadores da Serie A vivos na Copa e entender como os campeonatos europeus estão sendo representados no torneio. Na sequência, já nas oitavas de final, a seleção belga atropelou os Estados Unidos por 4 a 1, resultado que consolidou a confiança dentro do grupo e deu ao técnico Rudi Garcia um dilema agradável para resolver na escalação.

Contra os americanos, Garcia apostou em um time mais atlético e dinâmico, o que significou deixar Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku - artilheiro histórico da seleção - entre os reservas. Jérémy Doku também começou no banco. Os três são titulares indiscutíveis em condições normais, mas a opção tática funcionou. Doku e Lukaku entraram na segunda etapa, e o centroavante balançou as redes para selar o placar. De Bruyne, por sua vez, nem chegou a entrar em campo, chegando às quartas de final descansado e pronto para ser protagonista.

Desfalque de Onana obriga Garcia a remodelar o meio-campo

A principal dor de cabeça para Garcia antes do confronto com a Espanha é a ausência de Amadou Onana, afastado por lesão. O volante era peça central no sistema belga, e sua falta exige um reajuste no setor intermediário. A expectativa é que o treinador monte uma linha de meio-campo mais técnica e criativa, aproveitando a disponibilidade total de De Bruyne. A provável escalação para o duelo diante dos espanhóis é a seguinte:

  • Goleiro: Thibaut Courtois
  • Defensores: Maxim De Cuyper, Nathan Ngoy, Brandon Mechele, Timothy Castagne
  • Meias: Youri Tielemans, Hans Vanaken, Jérémy Doku, Kevin De Bruyne, Leandro Trossard
  • Atacante: Charles De Ketelaere

De Ketelaere vive grande fase: o atacante do Atalanta marcou dois gols na vitória sobre os Estados Unidos e se consolidou como o nome mais em forma do ataque belga nesta Copa. A montagem com um centroavante de referência na titularidade mantém Lukaku como opção letal para a segunda etapa - exatamente o tipo de recurso que pode fazer diferença em um jogo equilibrado contra uma Espanha organizada e consistente.

Espanha, favorita, encontra uma Bélgica diferente daquela da fase de grupos

A Espanha chega às quartas como uma das favoritas ao título, sustentada por um estilo de jogo reconhecível - posse, pressão e transições rápidas - que rendeu o título da Eurocopa mais recente. Mas o timing do confronto pode jogar a favor dos belgas. A seleção de Garcia está em ascensão, com moral elevado após a goleada sobre o país-sede, e conta com jogadores de altíssimo nível europeu prontos para atuar desde o início. De Bruyne em campo desde o apito inicial é um fator que os espanhóis precisarão neutralizar com cuidado. As quartas de final raramente são decididas por diferenças técnicas brutas - e a Bélgica parece ter aprendido, da pior forma possível lá atrás, que jogar 80 minutos no piloto automático pode custar a eliminação.